Concordo! Me fez lembrar um trecho do Barthes, que postei um dia em que estava angustiada com um silêncio...
“(...) a tal ponto que se pode dizer que, onde há espera, há transferência: dependo de uma presença que se divide e demora até me prestar atenção – como se se tratasse de fazer morrer o meu desejo, de abandonar a minha necessidade. Fazer esperar: prerrogativa constante de quem tudo pode, ‘passatempo milenário da humanidade”. (Roland Barthes - A espera)
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Um comentário:
Concordo! Me fez lembrar um trecho do Barthes, que postei um dia em que estava angustiada com um silêncio...
“(...) a tal ponto que se pode dizer que, onde há espera, há transferência: dependo de uma presença que se divide e demora até me prestar atenção – como se se tratasse de fazer morrer o meu desejo, de abandonar a minha necessidade. Fazer esperar: prerrogativa constante de quem tudo pode, ‘passatempo milenário da humanidade”. (Roland Barthes - A espera)
Postar um comentário