sábado, 3 de abril de 2010

As paredes do meu quarto eram todas escritas,tinha Mário Quintana,Luis Fernando Veríssimo,Rubem Alves,Caio Fernando Abreu,Julio Cortázar,Carlos Drummond de Andrade,Los Hermanos,Carla Bruni,estruturas moleculares dos meus neurotransmissores favoritos e de uma anfetamina,uns desenhos de borboletas que ganhei por ai,e lembranças de muitos momentos.
Mas,uma das coisas que mais me marcaram era um poema da Hilda Hilst que fiz questão de colocar em um lugar para que sempre que eu fosse dormir,estivesse no meu campo visual,e era assim:

Irreconhecível
Me procuro lenta
Nos teus escuros.
Como te chamas, breu?
Tempo.

(Hilda Hilst: Da Morte, Odes Mínimas)

...pena que paredes podem ser pintadas.

Um comentário:

Polliane Trevisan Nunes disse...

AMEI!

põe de novo na parede ué...

beijo!