quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hoje vou postar aqui algo que não me pertence,mas me fascina a perturbação dessa pessoa,pessoa qual escreve extremamente bem,e até dedico uma certa amizade(digo nesse distanciamento todo porque existem egos que devem sempre ser podados).
Talvez quem sabe assim, com todo esse status ela volte a soltar suas perturbações no "papel",e me fazer companhia nos cafés da manhã de sábado,na padaria de sempre,tomando o café de sempre,sem atrasos,eu prometo!




HI A TO


Estava, mas preferia dizer
sou monólogo
Estar é ser, pensava
Sabia não ser assim
mas fin-gi-a

hiatando-se
Toques monofônicos
Painéis monocromáticos
Exalava monossílabos
Interior e exteriormente?
Sim? É, não
mas con-ti-nu-a-va
hiatando-se
Fugia do contato, do destino de ditongo
Auto nomeava-se hiato
Gramática e visualmente
hi . a . to
e per-sis-ti-a
hiatando-se
Encucou-se em boiar
fingindo tendência de ilha
disfarçando o intento real
do tato;
Águas balançaram-lhe, e
só isso não sa-tis-fa-zi-a-o
hiatando-se
mo-no-gus-ta-ti-vo
mo-no-ol-fa-ti-vo
mo-no-so-no-ro
mo-no-vi-su-al
mo-no-tá-til
monótono
Seu monólogo enfadou-lhe
monotonia do mono
tanta, tal, que fez o
h(ia)-to
fugir a regra
e o costume 'hiatando-se'
desatou-se
Quem materializava-se tanto em a durão
a-p(ai)-xo-nou-se, por um i qualquer
Quem hiatando-se,
esqueceu até gerúndio e hiatou-se
ou na mais vergonhosa decadência
ao i, atou-se
Vog(ai)zinhas humanas
dependentes, babacas e fracas
Fugiu tanto do ditongo
Enganou-se em ser hiato
E acabou no clichê do tritongo.
Um Ricardão Pa-ra-g(uai)-o
Fernanda Alves

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