A carta que não mandei
"Pensei em você ontem,antes de ontem,e assim consecutivamente,como pensei em você hoje,e certamente vou pensar amanhã,o que quase sempre acontece no mesmo horário do dia,e que quase sempre me desperta as mesmas sensações.Penso em você meio sem querer,é que nesse horário me vem a cabeça boas sensações,assim explicitas,em dias de sol como de chuva,sem definições,apenas boas,e confesso que não me prendo a definir e separar.
O problema é que quando penso em você,depois das boas sensações,vem o poço que sempre nos separou,esse que se encontra aqui e agora,esse que não nos deixa.Quando estamos junto com alguém,as almas seguem o mesmo movimento de união,e no nosso caso isso é vago e distante,pois tem algo maior entre a gente.
Não te culpo,e não me culpo também,mas não posso deixar de te falar que isso gera um vazio muito grande,de insegurança e sabe-se lá o que mais.É ai que paro sempre a me perguntar,- Será mesmo que isso é amor?Será que conseguiremos passar por isso?Será que a distância nos separa?Será que é de verdade,ou é de mentira?
Talvez seja só falta de respostas,ou as proporções são de tamanho real,ou ainda é só mais um crise de relacionamento,mas não vou me deixar envolver por isso de maneira que a cada passo,as duvidas aumentem e nossa relação se torne insustentável.Só te peço respostas ou mesmo decisões a partir do que te falo,podemos parar por aqui,tanto quanto podemos seguir,mas se for pra seguir,que a união das almas aconteça,para que eu possa continuar pensando em você,tendo as mesmas sensações boas,e só."
quinta-feira, 16 de julho de 2009
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