terça-feira, 16 de junho de 2009


"Caio Fernando Abreu, homem feroz, insaciável pela vida e peregrino das indefinições. Homem do cheiro, do toque, da carne, da alma, do rapaz. Com ele, procuro Dulce Veiga, mesmo sentado na cama e folheando a página par desse enredo. Nada me sacia além de sua presença ausente em mim – chega sem eu perceber, põe inquietação em minha alma e vai embora, deixando apenas o vício, vício de amá-lo na indefinição de uma ficção atemporal. Ele me toca – me leva, me rouba e me deposita na cama a três, no beijo a três. Hoje, Caio esta fora do tempo, mas presente no ciclo vicioso daqueles que bebem o vinho doce e fatal da existência humana. Nem a droga me proporciona tamanho prazer. Caio me basta, mais nada! Todas as noites tenho ido para a cama com ele. E a gente, a gente faz amor."

Rodrigo Rudi .

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