"...Ela parecia distante, de onde ninguém poderia tira-lá, estava sóbria, enigmática, estava ali, parada, pensava na vida de maneira simples e assim transmitia esperança no olhar, acreditava mais do que nunca no amor, não sei por que mais naquele momento acreditava.Eu olhava aquilo enfeitiçado, o outro mundo era a felicidade e ela não queria sair dali, fui entrando em seu mundo, ela me puxava pelas mãos, os olhos cerrados cheios de uma confiança enorme me atordoaram. Senti meu coração acelerado,ela foi chegando perto sem duvidas nem arrependimentos, era pura,era voraz, quase um fetiche, quase angelical.Seu hálito ofegante vinha em minha direção, eu sentia sua respiração como se fosse minha, minha única reação foi ficar imóvel, paralisado, com medo, cheio de adrenalina e aquela velha paixão que existia desde sempre.Lábios que pareciam pêssegos molhados cheios de frescor, cheios de insinuação, eu estava com sede, e aqueles lábios pareciam ser toda a água do mundo,ela os toca nos meus, secos e frios...voar,era essa a sensação, os pés nem tocavam no chão, um,dois,três minutos, foram menos? Foram mais? Não sei, só sei que pararam no tempo, congelaram, e assim até hoje estão em mim.Abri os olhos, pensei que ia começar a ser feliz a partir dali,todo embriagado de desejo,álcool,nicotina.Ela me parecia o pote de ouro no fim do arco-íres toda encantadora e segura de si,levantei fui embora, não tinha pressa era só o começo da felicidade,descobri depois que ali, aquele momento sim foi a felicidade,quanto ao resto foi realidade, e ela, ela sempre soube bem o que fazia..."
[sem autor identificado]
sábado, 9 de agosto de 2008
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